Confira o lançamento

 



 





Veja a avaliação do
CD 'Grupo Nosso Canto'

Nosso Canto no Centro Cultural Light
Tributo a Carlos Cachaça
Samba e chorinho marcam o início de novo projeto ...
Abra a roda!
Lançamento de Qualidade
Nosso Canto lança CD na Lapa
 
Sambistas mostram o rítmo de Caxias


Reunidos em rodas de samba e choro ou descendo as ladeiras do Centro de Caxias, os músicos do grupo Nosso Canto não saem do ritmo. Donos de um estilo que preserva o samba tradicional, os integrantes do conjunto já são respeitados na região. Mas eles precisavam de um pouco mais: queriam que o som da banda fosse reconhecido além das fronteiras do município.

O primeiro passo dos músicos para transformar este sonho em realidade foi lançar o CD “Nosso Canto”, que traz 14 canções, com destaque para “Mordomia com Teresa”. Com este samba, o conjunto faturou, há dois anos, o Festival 20 Anos do Projeto Seis e Meia, realizado pelo produtor cultural Albino Pinheiro, no Teatro João Caetano, no Rio.
Quem quiser conferir o resultado deste primeiro disco não pode perder o próximo show do Nosso Canto, que acontecerá no dia 10 deste mês, às 20h, na quadra da escola de samba Império Serrano, em Madureira. Nesta data, será feita uma homenagem à cantora Clara Nunes.
No dia 14, os músicos vão se apresentar no Renascença, em Vila Isabel. O evento, que terá inicio às 15h, é promovido pela ala dos compositores da escola de samba Vila Isabel.
Jorge Macarrão (voz), Beto Cavaco (violão e voz), André Vianna (cavaquinho e voz),
João Bosco (flauta), César (cuíca e percussão), Luizinho Bereba (pandeiro) e Gilsinho
(surdo) são os sambistas que dão corpo e alma ao grupo. Os sete músicos que atualmente compõem a banda estão juntos há um ano, mas o Nosso Canto nasceu em 1990.

— Éramos amigos e nos conhecíamos aqui de Caxias. Nas conversas de fim de semana, descobrimos nossas afinidades e decidimos formar o grupo — conta Beto Cavaco.

Com a ajuda de parceiros da região, os integrantes da banda estão batalhando para divulgar o álbum, que é uma produção Independente. Na hora de decidir quais as músicas que entrariam no disco, os sambistas não pensaram duas vezes ao dar prioridade aos compositores da Baixada Fluminense.

— Não se trata de discriminação. É que na região tem muita gente boa precisando de apoio. Nós só queremos valorizar esses compositores - garante João Bosco.

Fiéis ao samba tradicional, aquele de fundo de quintal, os músicos do Nosso Canto são críticos quando comentam a onda de pagode, surgida há algum tempo, que tomou conta das rádios do país.

— Nós até gostamos de pagode. Mas é tudo muito igualzinho. Achamos que este tipo de trabalho deixa a desejar na melodia – diz Beto Cavaco.

Atualmente, os sambistas se apresentam às sextas, a partir das 20h, no Espaço Cultural Arco da Velha, na Lapa, Rio. Eles participam do projeto Canções Arco da Velha, no qual revivem clássicos do samba e do choro, proporcionando uma viagem sonora de Donga e Paulinho da viola. Mais um esforço para manter viva a história da música popular brasileira.

Jornal O GLOBO