Confira o lançamento

 



 

Carlos Cachaça nasceu no Rio de Janeiro, perto do morro da Mangueira, para onde mudou-se aos 8 anos de idade.

Aos 12 anos integrava os blocos canavalescos formados pelos freqüentadores do morro.

Depois de terminar o ginásio passou a se dedicar ao samba, participando, como pandeirista, do conjunto de Eloi Anterios Dias, o Mano Elói, um dos primeiros a gravar pontos de macumba em disco.

Trabalhou na estrada de ferro Central do Brasil, onde seu pai também trabalhou. No começo da década de 20 conheceu Cartola, seu grande parceiro e, com ele, formou o Bloco dos Arengueiros, que veio a se tornar o GRES Estação Primeira de Mangueira, fundada em 1928. Ingratidão foi o primeiro samba composto por Carlos Cachaça, em 1923.

A Mangueira foi campeã em 1932, com o samba Pudesse Meu Ideal, primeira composição de Cachaça em parceria com Cartola. Um dos primeiros sambas-enredo a incluir personagens da história do Brasil foi Homenagem, composto por ele em 1932. Não Quero Mais, depois conhecido como Não Quero Mais Amar a Ninguém, foi composto em parceria com Cartola e Zé da Zilda, em 1937 e foi gravado no mesmo ano por Aracy de Almeida.

Alguns sambistas se reuniam na casa de um Tenente do Corpo de Bombeiros. Como apareciam muitos sambistas com o nome Carlos, cada um ganhou um apelido. Carlos ganhou o seu apelido, claro, por sua bebida preferida, a cachaça.

Em 1948, em parceria com Cartola, criou o samba-enredo da Mangueira, Vale de São Francisco. Este ano marca dois fatos: a última participação de Carlos Cachaça na Mangueira, e a primeira vez em que se colocou som nos desfiles das escolas de samba, o que foi feito pela verde e rosa.

Em 1980 lançou o livro Fala, Mangueira, em co-autoria com Manha T. Barboza da Silva e Arthur L. Oliveira Filho, pela Ed. José Olympio. Em 1997, ao completar 95 anos, Carlos Cachaça, o único fundador vivo da escola, foi homenageado pela Mangueira com uma festa em sua quadra.

O grande compositor faleceu em 1999.