Depois de terminar
o ginásio passou a se dedicar ao samba, participando,
como pandeirista, do conjunto de Eloi Anterios Dias,
o Mano Elói, um dos primeiros a gravar pontos
de macumba em disco.
Trabalhou na estrada de ferro
Central do Brasil, onde seu pai também trabalhou.
No começo da década de 20 conheceu Cartola,
seu grande parceiro e, com ele, formou o Bloco dos Arengueiros,
que veio a se tornar o GRES Estação Primeira
de Mangueira, fundada em 1928. Ingratidão foi
o primeiro samba composto por Carlos Cachaça,
em 1923.
A Mangueira foi campeã
em 1932, com o samba Pudesse Meu Ideal,
primeira composição de Cachaça
em parceria com Cartola. Um dos primeiros sambas-enredo
a incluir personagens da história do Brasil foi
Homenagem, composto por ele em 1932.
Não Quero Mais, depois conhecido
como Não Quero Mais Amar a Ninguém,
foi composto em parceria com Cartola e Zé da
Zilda, em 1937 e foi gravado no mesmo ano por Aracy
de Almeida.
Alguns sambistas se reuniam na
casa de um Tenente do Corpo de Bombeiros. Como apareciam
muitos sambistas com o nome Carlos, cada um ganhou um
apelido. Carlos ganhou o seu apelido, claro, por sua
bebida preferida, a cachaça.
Em 1948, em parceria com Cartola,
criou o samba-enredo da Mangueira, Vale de São
Francisco. Este ano marca dois fatos: a última
participação de Carlos Cachaça
na Mangueira, e a primeira vez em que se colocou som
nos desfiles das escolas de samba, o que foi feito pela
verde e rosa.
Em 1980 lançou o livro
Fala, Mangueira, em co-autoria com Manha T. Barboza
da Silva e Arthur L. Oliveira Filho, pela Ed. José
Olympio. Em 1997, ao completar 95 anos, Carlos Cachaça,
o único fundador vivo da escola, foi homenageado
pela Mangueira com uma festa em sua quadra.
O grande compositor faleceu
em 1999.
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